- boletim SAMMG 📚
- Posts
- Tempo de crescer e construir! 🌱✨
Tempo de crescer e construir! 🌱✨
Toda nova semana carrega consigo a oportunidade de evoluir e dar mais um passo em direção aos nossos objetivos. Que seja um período de muito desenvolvimento e boas realizações! ✨💙🌟

Tempo de crescer e construir! 🌱✨
Toda nova semana carrega consigo a oportunidade de evoluir e dar mais um passo em direção aos nossos objetivos. Que seja um período de muito desenvolvimento e boas realizações! ✨💙🌟

Giphy
Reinventar e evoluir
📅 13 e 14/03
👧🏻 IV Encontro de ex-residentes da Endocrinologia Pediátrica do HC - UFMG (EndoPed-MG) - Centro de Convenções AMMG - Belo Horizonte, MG - Desconto Sócio SAMMG
📅 13/03
🙋🏽♀️ I Simpósio Internacional Mulheres em Foco - Auditório Ana Margarida Nogueira - Belo Horizonte, MG - Entrada Gratuita
📅 27 e 28/03
💉V Jornada de Gastroenterologia e Endoscopia do Norte de Minas - SOBED 2026 - Montes Claros, MG - Desconto Sócio SAMMG e oportunidade de organização do evento para os selecionados.
Doses de ciência
💊🫀 Inibidores de SGLT2 reduzem eventos cardiorrenais em pacientes com diabetes tipo 2 e cirrose hepática?
Pacientes com diabetes mellitus tipo 2 (DM2) e cirrose hepática representam uma população de alto risco para complicações renais, cardiovasculares e hepáticas. Embora os inibidores do cotransportador sódio-glicose tipo 2 (SGLT2i) já tenham demonstrado benefícios cardiorrenais em pacientes com DM2, ainda havia poucos dados sobre seus efeitos em indivíduos com cirrose. Assim, este estudo teve como objetivo avaliar se o uso de SGLT2i, em comparação aos inibidores da DPP-4 (DPP4i), está associado a melhores desfechos renais, cardiovasculares e hepáticos em pacientes com DM2 e cirrose.
📈 Principais Resultados
💊 Uso de SGLT2i: associado a menor risco de doença renal terminal (ESKD) em comparação aos DPP4i.
🩺 Lesão renal aguda (AKI): redução significativa do risco entre usuários de SGLT2i.
❤️ Eventos cardiovasculares maiores (MACE): também menos frequentes em pacientes tratados com SGLT2i.
⚠️ Descompensação hepática: o uso de SGLT2i foi associado a menor risco de complicações como ascite, peritonite e sangramento varicoso.
📉 Mortalidade por todas as causas: menor entre usuários de SGLT2i em comparação aos DPP4i.
🤔 Conclusão do Estudo
O uso de inibidores de SGLT2 em pacientes com diabetes tipo 2 e cirrose hepática esteve associado a menor risco de eventos renais, cardiovasculares e de descompensação hepática, quando comparado ao uso de inibidores da DPP-4. Esses achados sugerem que os SGLT2i podem oferecer proteção cardiorrenal e possivelmente hepática em uma população considerada de alto risco. Além disso, os benefícios observados foram consistentes em diferentes análises de sensibilidade e subgrupos.
Entretanto, é importante considerar algumas limitações: por se tratar de um estudo observacional retrospectivo, não é possível estabelecer relação causal. Além disso, fatores clínicos não capturados no banco de dados e possíveis vieses residuais podem ter influenciado os resultados.
🎯 Take-Home Points
📌 Em pacientes com diabetes tipo 2 e cirrose hepática, os SGLT2i foram associados a menor risco de doença renal terminal, lesão renal aguda e eventos cardiovasculares maiores.
📌 O uso desses medicamentos também esteve associado a menor risco de descompensação hepática e mortalidade por todas as causas.
📌 Os resultados sugerem que os SGLT2i podem ser uma estratégia terapêutica promissora para pacientes com DM2 e cirrose, embora mais estudos sejam necessários para confirmar a causalidade.
📖 Por isso, sempre recomendamos! Ficou curioso e quer consultar o estudo completo? Clique aqui e acesse o artigo publicado no JAMA Network Open!
Atualidades em saúde
🩺 🫁 Diretrizes GOLD 2026 para Manejo da DPOC: o que mudou?
A atualização da Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease (GOLD) 2026 traz refinamentos importantes no manejo da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). O documento reforça a abordagem individualizada baseada em sintomas, risco de exacerbações e biomarcadores, além de consolidar a dupla broncodilatação como estratégia inicial para pacientes sintomáticos e refinar o papel dos corticóides inalados com base na eosinofilia sanguínea. A diretriz também amplia a importância da prevenção de exacerbações e das intervenções não farmacológicas.
Veja algumas mudanças:
📌 Diagnóstico e classificação:
O diagnóstico continua baseado em espirometria com VEF1/CVF < 0,70 pós-broncodilatador. A classificação clínica permanece simplificada em grupos A, B e E, considerando carga de sintomas (CAT ou MMRC) e histórico de exacerbações no último ano.
Grupo A: poucos sintomas e baixo risco de exacerbação.
Grupo B: sintomas importantes, mas baixo risco de exacerbação.
Grupo E: alto risco de exacerbações, independentemente do nível de sintomas.
📌 Tratamento broncodilatador:
A diretriz reforça a dupla broncodilatação (LABA + LAMA) como estratégia preferencial para pacientes sintomáticos.
Grupo A: broncodilatador conforme necessidade.
Grupo B: preferência por LABA + LAMA.
Grupo E: iniciar LABA + LAMA, devido ao maior risco de exacerbações.
📌 Corticoide inalatório (ICS):
O papel dos ICS torna-se ainda mais direcionado por biomarcadores, principalmente eosinófilos sanguíneos. Principais recomendações:
Considerar terapia tripla (LABA + LAMA + ICS) em pacientes com exacerbações recorrentes e eosinófilos ≥300 células/µL.
Pacientes com 100–300 células/µL podem se beneficiar dependendo do histórico de exacerbações.
Evitar uso rotineiro de ICS em pacientes com baixa eosinofilia devido ao maior risco de pneumonia
Deve-se evitar uso indiscriminado devido ao risco de pneumonia.
📌 Prevenção de exacerbações:
A diretriz reforça medidas essenciais como cessação do tabagismo, vacinação, reabilitação pulmonar e, em pacientes selecionados, uso de roflumilaste ou macrolídeos para reduzir exacerbações.
📌 Manejo das exacerbações:
O manejo agudo permanece baseado em:
Broncodilatadores de curta duração (SABA ± SAMA)
Corticosteroides sistêmicos por curto período (geralmente 5 dias)
Antibióticos quando há suspeita de infecção bacteriana (aumento de dispneia, volume ou purulência do escarro).
📌 Abordagem não farmacológica:
O documento reforça que o manejo da DPOC vai além da farmacoterapia, incluindo:
treinamento físico e reabilitação pulmonar
suporte nutricional quando necessário
oxigenoterapia domiciliar em pacientes com hipoxemia crônica
avaliação para ventilação não invasiva domiciliar em casos selecionados.
📖 QUER SABER MAIS? Consulte a diretriz completa para entender as principais mudanças no manejo do paciente com DPOC.
EM em pauta + SMP
Quem nunca teve dúvida de qual especialidade seguir? 🤔
No intuito de ajudá-los na escolha da residência, vamos trazer aqui médicos de diferentes especialidades para contar um pouco sobre seus caminhos dentre as vastas áreas da medicina. Hoje, nossa parceria é com a Sociedade Mineira de Pediatria!

Acervo pessoal
Pra ficar off…
“O médico que sabe só de medicina, nem de medicina sabe” e é por isso que trouxemos dicas extra medicina para o seu final de semana, confira!

Gif by rafaheli on Giphy
Gostou da nossa edição de hoje? Deixe aqui pra nós seus pensamentos:
Quer saber mais sobre a SAMMG e nossos projetos? O link tá aqui!
Quer anunciar conosco ou entrar em contato? Manda pra nós aquele bom e velho e-mail por aqui…
Nos vemos na próxima!
Grande abraço do Ensino Médico SAMMG…
